sábado, 23 de setembro de 2017

Dicas: redação dissertativa-argumentativa.

Queridos alunos,

Separei um video rápido e rico de informações que irão ajudá-los na hora de produzir sua redação dissertativa-argumentativa.
Vejam com atenção e façam suas anotações!



sábado, 26 de agosto de 2017

Os Lusíadas - Luís de Camões

Análise – Os Lusíadas, de Luís de Camões
Adaptação de Rubem Braga e Edson Rocha Braga

O Guia do estudante, da Abril, oferece boas e interessantes informações  sobre o livro Os Lusíadas. Leiam o conteúdo abaixo para auxiliá-los na prova. Mas lembre-se que é importante e necessário fazer a leitura do livro. 




Nesse grande poema épico escrito por Camões, os feitos dos navegadores portugueses em direção às Índias são igualados às façanhas de heróis da Antiguidade greco-latina.
Os Lusíadas, grande poema épico de Luís de Camões, foi publicado em 1572, durante o Renascimento em Portugal. Nesse período, os autores buscavam sua inspiração na cultura da Antiguidade greco-latina. Eneida, de Virgílio, que narra a fundação de Roma e outros feitos heróicos de Enéias, e a Odisséia, de Homero, que conta as aventuras do astucioso Ulisses, foram certamente as maiores influências de Camões.
Em dez cantos, subdivididos em estrofes de oito versos, Os Lusíadas trata das viagens dos portugueses por “mares nunca dantes navegados”. Uma das características da épica é a narração de episódios históricos ou lendários de heróis que possuem qualidade superior.

EM CÂMERA LENTA 

As proporções dessa obra e a linguagem arcaica podem, de início, afastar o leitor de hoje. As principais dificuldades encontradas na leitura são os termos antigos utilizados, a sintaxe truncada e o grande número de informações mitológicas e históricas. Mas é possível compreender os principais elementos, porque o poema épico tem como finalidade narrar a própria história, ou feitos heróicos que estão no terreno da mitologia. As descrições são minuciosas, abrangendo todos os detalhes da paisagem, as cenas de batalha e as vestes dos guerreiros.
A épica, como gênero, diferencia- se da tragédia. Na tragédia – como na de Édipo –, o personagem principal envolve-se em uma trama que acabará por aniquilá-lo. O espectador assiste, aflito, ao trágico encontro do protagonista com seu destino inevitável e cruel: Édipo fura os próprios olhos, perambulando sem destino. No gênero épico, o “elemento de tensão” desaparece e surge em seu lugar o “elemento retardador”. Os personagens épicos não têm um desenvolvimento psicológico elaborado. Eles seguem suas características básicas, que não mudam no decorrer da história. A épica deve ser lida, portanto, de maneira tranqüila e minuciosa, como uma aventura que se passa em câmera lenta.

ESTRUTURA 

Assim como a Odisséia, de Homero, o poema de Camões é composto de cinco partes: Proposição, Invocação, Dedicatória, Narração e Epílogo. Na Proposição — que aparece no Canto I, da primeira à terceira estrofe —, o autor nos apresenta o tema de seu poema: a viagem de Vasco da Gama às Índias e as glórias do povo português, comandado por seus reis, que espalharam a fé cristã pelo mundo. 
A segunda parte – também no Canto I, quarta e quinta estrofes – consiste na invocação das musas do rio Tejo, as Tágides. Essa é mais uma indicação de que Camões retirou seu modelo da cultura greco-latina.
Para os gregos, o poeta era um instrumento de uma força superior. Na Dedicatória — Canto I, da estrofe 6 à 17 —, o poeta, após inúmeros elogios, dedica a obra ao rei dom Sebastião, a quem confia a continuação das glórias e conquistas que serão narradas em seguida. Na Narração, o poema propriamente se desenvolve — do Canto I, estrofe 18, ao Canto X, estrofe 144. Nela, é contada a navegação de Vasco da Gama às Índias e as glórias da história heróica de Portugal.
O Epílogo – Canto X, estrofes 145 a 156 – consiste num lamento do poeta, que, ao deparar com a dura realidade do reino português, já não vê muitas glórias no futuro de seu povo e se ressente de que sua “voz enrouquecida” não seja escutada com mais atenção.

ENREDO 

Como era comum na literatura épica, a narração de Os Lusíadas começa in mediares – ou seja, em plena ação – no caminho, quando os portugueses já deixaram sua terra natal e se encontram ancorados em Melinde, cidade situada no oceano Índico.
Enquanto isso, os deuses fazem uma primeira reunião para decidir o destino dos navegantes. Baco se opõe ao feito, que diminuirá sua glória como senhor do Oriente.
No entanto, Vênus, deusa do amor, e Marte, deus da guerra, colocam-se a favor dos portugueses. Júpiter concorda com os dois. Mercúrio, o mensageiro, é enviado para garantir que o povo selvagem de Melinde seja hospitaleiro com os portugueses.
O capitão do navio, Vasco da Gama, narra ao rei de Melinde a história de Portugal, em que se inserem as figuras de grandes heróis da história portuguesa e os episódios de Inês de Castro, do Velho do Restelo e do Gigante Adamastor.
A caravela continua sua viagem, atravessando o oceano Índico. Nessa parte da trajetória, um dos tripulantes, o marinheiro Veloso, narra a seus companheiros o episódio dos Doze de Inglaterra, espécie de novela de cavalaria em que 12 cavaleiros portugueses vão à Inglaterra para defender a honra de damas que haviam sido ofendidas por 12 cavaleiros ingleses. Após uma luta sangrenta, os heróis lusitanos vencem os ingleses, aos quais sobra a morte ou a vergonha da derrota.
Ao mesmo tempo, o deus dos oceanos, Netuno, recebe a visita de Baco, que o convence a aliar-se contra os portugueses, argumentando que depois daquela viagem os homens iriam perder o temor dos mares. Toda a força dos ventos invocados por Netuno atinge a embarcação de Vasco da Gama. Sob a proteção de Vênus e das Nereidas, as ninfas marinhas, os portugueses sobrevivem, mas seu navio sofre inúmeras avarias, chegando a Calecute, na Índia, graças a correntes marítimas invocadas em seu auxílio, uma vez que o mastro da embarcação estava partido.
Em Calecute, os portugueses são envolvidos em mais uma trama de Baco, que havia induzido o Samorim (líder local) a separar Vasco da Gama de seus companheiros e prendê-lo. O capitão consegue escapar mediante o pagamento de suborno, o que vale uma crítica do narrador à corrupção dos homens pelo dinheiro.
A última aventura dos argonautas portugueses é sua visita à Ilha dos Amores, já no retorno a Portugal. Vênus prepara maravilhosas surpresas para os visitantes.
Na ilha, estão ninfas que foram flechadas por cupido. Ao avistarem os navegantes, elas imediatamente ficam apaixonadas. Começa, então, uma verdadeira perseguição erótica, em que são exaltadas as qualidades do amante português. Depois de um banquete no qual todos ouvem previsões sobre o futuro de cada um, a deusa Vênus mostra a Vasco da Gama uma esfera, mágica e perfeita: a maravilhosa Máquina do Mundo.
Após a volta tranqüila dos aventureiros a Portugal, o poeta termina seu livro em tom de lamento. Queixa-se de que sua opinião não seja levada em conta pela “gente surda e endurecida” e oferece ao rei dom Sebastião uma solução para impedir a decadência do Império: uma grande empresa em direção ao Oriente, buscando a salvação de muitos infiéis e resgatando a glória do heróico povo português.


Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/analise-os-lusiadas-de-luis-de-camoes/

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A importância de uma boa introdução - 8º ano

Você conhece alguém que não consegue manter as coisas em ordem?
Ninguém vai procurar seus sapatos na geladeira, nem a escova de dentes na caixa de ferramentas, não é mesmo? Ou seja, cada coisa no seu devido lugar.
Assim como para o bom funcionamento de uma casa é preciso haver ordem, também uma dissertação necessita de organização: tudo deve estar no seu devido lugar!
Vamos aprender a organizar sua redação! Começando pela introdução.

Segundo Aristóteles, a introdução "é o que não admite nada antes e pede alguma coisa depois". O que se apresenta na introdução deve ser desenvolvido no miolo do trabalho.

Principais finalidades da introdução:
- Iniciar a exposição do assunto
- Fazer a apresentação do tema
- Estabelecer a problematização de um tema

Uma boa introdução instiga o leitor. Ele fica curioso ou ansioso para ler seu texto.
Ela é de extrema importância!

Percebo que muitos alunos ainda não conseguem iniciar uma redação sozinhos. Tem dificuldade em começar. Não sabe o que escrever.
Uma boa dica é: Leia! Muito! Quanto maior o número de leituras você fizer, melhor irá escrever! Pratique a escrita. Escreva sobre algo que você gosta. Qualquer coisa! A prática leva a perfeição, certo?

Abaixo um breve e interessante video para ajudá-los a iniciar uma redação.

https://www.youtube.com/watch?v=YcDPYbz0ocM



Figuras de Linguagem - 9º ano

As férias acabaram e estamos prontos para iniciar um novo semestre com muita animação.
Aproveitem! Afinal, já estão com um passinho a mais no Ensino Médio.

Voltamos as aulas relembrando as Figuras de Linguagem.
Alguns podem achar o assunto complicado. Mas na verdade não tem segredos.
Eu gosto muito de usar exemplos para explicar as figuras.
Algumas delas podem parecer complicadas, mas quando usamos exemplos ficam simples de entender.
Por exemplo: Catacrese - Figura de Linguagem utilizada quando damos nome a algo que não existe.
Entenderam? Não? Então vamos exemplificar:
Catacrese: Céu da Boca.
Simples não é mesmo?

A charge abaixo se refere a um tipo de Figura de Linguagem. Você consegue identificar qual?



Seguem alguns links com informações e exemplos para ajudá-los na hora de fazer os exercícios de casa:

http://www.figuradelinguagem.com/

https://oficinaenem.wordpress.com/linguagem/figuras-de-linguagem/



Bons estudos!
 

domingo, 9 de abril de 2017

Uso da vírgula

Hoje vamos falar sobre o uso correto da vírgula.
A prova de redação foi um sucesso para o 8º e 9º ano, porém, notei que a maioria ainda te dificuldades para empregar a vírgula de maneira correta.
Separei um vídeo muito legal (e curto) que explica de maneira bem clara o tema.
Sei que todos os termos citados já foram estudados pela 9º ano. Caso algum aluno do 8º ano ainda não conheça os termos terei o prazer de ajudá-los. Porém o video explica tudo muito detalhadamente e de maneira simples.
Mesmo sendo um video direcionado para alunos que vão fazer ENEM, ele se encaixa perfeitamente pra voces também.
Acredito que vai ajudar à todos nas próximas avaliações e redações em sala de aula.

ASSISTAM!!!!

quarta-feira, 22 de março de 2017

9ºAno - O gênio do crime

Essa semana teremos prova do livro.
O livro paradidático desse bimestre é: O gênio do crime.
Já realizamos atividades de interpretação do livro através de teatro. Os alunos atuaram seu capítulo preferido.
Segue uma síntese do livro para ajudá-los.


O gênio do crime

      No livro Gênio do Crime, por João Carlos Marinho, há um enorme problema circulando por São Paulo. Existe um concurso de figurinhas em que quem conseguir completar um álbum de figurinhas de futebol conseguirá todas as camisetas dos jogadores de um time de futebol qualquer. Porém, após um tempo distribuindo os prêmios, a fábrica que anunciou o concurso parou de dar as camisetas. Isso enfureceu os meninos e meninas que encheram seus álbuns, o que levou as crianças a usarem a lei para forçar a fábrica a distribuir os prêmios. Mas, como havia mais crianças do que prêmios, o dono da companhia perdeu muito dinheiro. Isso não devia ter acontecido, pois só tinham figurinhas o bastante para encher um certo número de álbuns. Tinha apenas um certo número de prêmios. Percebendo que o único jeito de ter figurinhas extras era uma fábrica clandestina, o dono da fábrica (Seu Tomé) pediu que o menino Edmundo o ajudasse. E, apesar dos pais não terem dado permissão, Edmundo embarcou com seus amigos Bolachão e Pituca para descobrir quem era o gênio do crime por trás de tudo isso.
      Os personagens principais de O Gênio do Crime são Edmundo, Bolachão, Pituca, Seu Tomé, Mister John Smith Peter Tony e o gênio do crime. Edmundo é um menino inteligente do 5o ano, fã de futebol, que coleciona figurinhas. Bolachão é um garoto gordo que faz tudo por um lanche e tem capacidades mentais e de atuação impressionantes. Pituca é amigo de Edmundo e de Bolachão, que ajuda os dois a desvendar o mistério da fábrica clandestina. Mister John Smith Peter Tony é um detetive escocês, contratado pelo gerente da fábrica de Seu Tomé, já que ele achava que Edmundo, Pituca e Bolachão eram apenas crianças que não iriam conseguir descobrir a fábrica clandestina. Seu Tomé é o dono de uma fábrica que fabrica figurinhas de futebol que criou um concurso em que quem encher um álbum de futebol (fabricados na sua fábrica) ganha um conjunto de camisetas de futebol de um time qualquer. Como explicado na sinopse, ele recrutou Edmundo para o ajudar a descobrir a fábrica clandestina que andava reproduzindo suas figurinhas e causando sua falência.


8ºAno - A Droga da Obediência

Essa semana teremos prova do livro.
O livro paradidático desse bimestre é: A Droga da Obediência.
Já realizamos atividades de interpretação do livro através de teatro. Os alunos atuaram seu capítulo preferido.
Segue uma síntese do livro para ajudá-los.


A Droga da Obediência

O livro A Droga da Obediência é o primeiro da série de personagens "Os Karas". Escrito por Pedro Bandeira, o livro conta as aventuras de um grupo de adolescentes, criado por Miguel. Na história, eles acabam se envolvendo em um perigoso enredo com a droga da obediência, descrita como uma droga muito perigosa, cujo efeito é que quem a usar se torne "fiel como um cãozinho". Além do personagem Miguel, que é o “capitão do time”, há também Calú, Crânio, Chumbinho, Magrí, a única menina do grupo, e o seu rival doutor Q.I. com sua poderosa droga. É um verdadeiro clássico da literatura infanto-juvenil brasileira.
O livro foi escrito no ano de 1984 e tem como temática a relação entre estes amigos e as aventuras dos mesmos para desvendar crimes. A obra possui elementos típicos de uma novela policial, como personagens que são detetives audaciosos e muito perspicazes, um policial honesto e outro desonesto, o vilão que é perseguido, e, claro, o “grande plano de ação” que é executado durante a perseguição ao vilão.
Em A Droga da Obediência, o grupo de adolescentes detetives, “OS KARAS” enfrentam seu primeiro grande caso, uma rede de sequestros ocorridos em São Paulo, envolvendo o desaparecimento de diversos alunos dos colégios de São Paulo. Em seu esconderijo secreto no vestiário do colégio em que estudam eles se reúnem e traçam um plano para libertar um dos amigos. Dão início às investigações e acabam chegando a uma organização criminosa chamada Pain Control, que tem o objetivo de controlar a dor da humanidade aumentando a duração da vida humana, e pretendem conseguir este objetivo através da manipulação de fórmulas químicas.
O grande malvado responsável por tal organização é o Dr. Q. I., um cientista maluco, com mania de querer dominar o mundo, que sequestra os estudantes para fazê-los de vítimas em seus experimentos químicos.
Dr. Q. I. inventa uma fórmula para chegar a uma sociedade completamente servil, em que ninguém conteste nada, não desobedeça e nem se revolte, esta droga dá nome ao livro A droga da Obediência.
Com certo tom de criticidade à sociedade, o autor fala também sobre o uso de drogas na adolescência, tudo isso em uma linguagem acessível, como elementos que chama a atenção do leitor infanto-juvenil.

8º Ano - Quadrinhos

Os alunos do 8ºA e 8º B deverão fazer histórias em quadrinhos onde a lua é a protagonista.
Usem a criativa e bom humor!
Veja um exemplo para ajudá-los no trabalho.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

9º Ano - Cartas

Vivemos em uma época de intensa comunicação entre pessoas nas redes sociais.
Mas e as formas tradicionais de comunicação? Cartas... cartão-postal...


Devemos lembrar da importância e, de certa forma, do romantismo das cartas. Elas são uma maneira pessoal e carinhosa de se comunicar.
Houve uma época em que a única maneira de se comunicar era por cartas. Vale lembrar que muitas delas contavam histórias tão interessantes que geraram livros.
Isso sem dizer da ansiedade que era esperar a chegada de uma carta. O suspense ao abrirmos um envelope e ver o cuidado, carinho e atenção do outro conosco.
Uma carta também permite ilustrações e desenhos o que pode tornar o processo mais enriquecedor e pessoal.
Que tal fazer uma carta para um amigo?
Não se esqueça de colocar em um envelope e preencher frente e verso.




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

8ºA - Poesia

Nossos alunos do 8ºA também capricharam nas poesias.



Lua

Em uma escura noite
Uma noite de luar
A neblina no chão
Começa a se espalhar

E eu estou aqui
Em um morro à observar
Uma lua cheia
Sobre o cintilante mar

A lua é emoção
Toca meu coração
A lua é amor
Mesmo com só uma cor

E da lua
Paro de falar aqui
Mas meu amor pela lua
É um amor que não tem fim.

Ian


Lua

A lua não é só uma fonte de inspiração
A luz dela sempre acende meu coração

E o sol então
Todas as vezes que o vejo
Sempre aquece meu coração

Bruno


Lua

Ela me faz acreditar
Que possa o mundo rodear
As vezes penso em desistir
Mas não dá, pois ela está ali

A lua me faz existir
Quando vejo ela partir
Não sei para onde ir

Ela me faz brilhar
Todos os dias sem parar
Ela me faz acreditar
Que um dia irei encontrar 
Em que ela estará 
Do meu lado a brilhar

Sei que posso encontrar
O mundo inteiro em um só lugar
Mas só estarei feliz
Quando ela estiver do meu lado à brilhar...
Ai sim irei me encantar!

Rafaela Cela



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

8ºB - Poesia

Nossos alunos do 8ºB fizeram lindas poesias cuja protagonista era a Lua.
Escolhi algumas para compartilhar com vocês.


LUA

Olhando para esse céu estrelado
Imaginei você ao meu lado
Com a lua nos observando
Solitária, chorando

Não existe ninguém para amá-la
Ninguém para abraça-la
Somente para entende-la
Que, sozinha no céu, será única e bela

Victória


Iluminação Lunar

Uma perfeição a iluminação lunar
Que quando vem a noite, vem nos iluminar
E quando sozinhos estamos,
Com ela vamos conversar.

Em uma noite tão bela
Eu abro a janela
E ela está ali como tradição
Iluminando meu coração.

Lucas Matos


O brilho da Lua

E lá estava eu, sentada na beiro do rio
Observando a lua e me lembrando daquele imenso vazio
A lua brilhava na intensidade de minhas lágrimas
E em minha cabeça, borbulhavam aquelas palavras sádicas.

Em uma noite tão fascinante
Como minha tristeza pode ser gritante?
O amor em mim já não mais existia
E agora só sobrou a lua e eu, vazia.

Bruna Pedrozo


A luz do luar

Quando te vi foi amor a primeira vista
Oh lua querida me embala nessa pista
Quando com alguém quero conversar
Abro a janela e lá está ela para me escutar

Quando olho pra o céu, vejo seu rosto na constelação
Quando olhei nos seus olhos era seu meu coração
Quando olho para cima vej este céu estrelado
Vejo esta linda lua e me sinto amado.

Aleson Filho


Lua

Ó lua ilumina a madrugada 
Em uma bela noite estrelada
Não nos deixa na escuridão
Ó lua amada

O luar aparece
Quando logo escurece
Com tua beleza
Me traz clareza 

Davi Pontes


Lua

Numa noite iluminada
A lua me contou
Que você me amava
E por mim se apaixonou

A noite passou
E o dia amanheceu
Comigo você sonhou
E um sorriso aconteceu

Milena Freitas


O gato Théo

Olha aquela lua
Que vejo lá da rua
Brilhando lá no céu
Para o meu gato Théo

Olha aquele gato
Olhando para lua
Imaginando aquela gata
Que ele viu na rua

Thainá Andrade



Parabéns a todos pelo esforço e pelas lindas palavras.
Que seja apenas o começo para inspirar vocês à escrever novas histórias.



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

9º Ano - Resumo

Voltamos a falar sobre Resumo.
Existem inúmeros textos que podem acrescentar valores em nossas vidas.
Vamos ler e resumir mais um.


O menino do morro do Livramento

No ano de 1839, a cidade do Rio de Janeiro, atrasada e insalubre, tinha uma população de cerca de 300 mil pessoas, grande parte das quais escravos, constantemente aumentadas pelo tráfico clandestino, proibido e reprimido apenas “para inglês ver”, como se dizia na época. As belezas naturais que a cidade ostentava não dissimulavam suas deficiências, entre as quais sobressaiam a falta de higiene e a precariedade dos transportes. Aguas servidas eram atiradas em plena rua, escorrendo ao pé das calçadas para valas a céu aberto. Em toda a parte central da cidade havia apenas quatro canais de esgotos, dois levando diretamente ao mar e dois aos mangues. Não havia sequer fossas sanitárias no centro urbano e grande parte dos despejos domiciliares era recolhida em cubas de madeira, levadas em carroças para as praias, ou mesmo a cabeça, por escravos. Eram estes os chamados “tigres”, de que todos fugiam, apavorados, não só por causa do cheiro nauseante como pelo temor de um acidente, um tropeço ou esbarrão, o que não raro salpicava de fezes as ruas e os próprios transeuntes.
Os ricos ou abastados tinham a seu serviço números escravos, a quem eram reservadas as mais duras e repugnantes corveias. E não eram poucos os que os alugavam a terceiros, parasitando o trabalho dos pobres negros e negras, que, além de ganharem o seu próprio sustento, tinham ainda de ganhar o de seus ociosos donos, regalados em imerecido conforto. A iluminação da cidade era ainda muito precária, só de longe em longe bruxuleando nas ruas e praças a luz embaçada dos lampiões a azeite. Eram difíceis as comunicações, assegurados apenas por gôndolas ou ônibus, de tração animal, e por barcas que saiam da Prainha (atual praça Mauá) para São Cristóvão e para o Caju. Era esse o sistema de transporte de Machado de Assis conheceu na infância, como ele mesmo lembraria numa crônica, na ultima década dos séculos XIX: “Tínhamos diligências e ônibus; mas eram poucos os lugares, creio que oito ou dez, e poucas viagens. Um dos lugares era eliminado para o publico. La nele o “recebedor”, um homem encarregado de receber o preço das passagens e abrir a portinhola para dar entrada ou saída aos passageiros. Um cordel, vindo pelo tejadilho, punha em comunicação o cocheiro e o recebedor; esta puxava, aquele parava ou andava. Mais tarde, o cocheiro acumulou os dois ofícios. Os veículos eram fechados, como os primeiros bondes, antes que toda a gente preferisse os dos fumantes, e inteiramente os desterrasse. – Já passou a diligencia? Lá vem o ônibus! Tais eram os dizeres de outro tempo”. E isso se prolongaria por quase trinta anos, ate serem inaugurados os primeiros bondes de tração animal. Noutro escrito, lembraria o que era a cidade, quando ele tinha 14 anos: “A vida fluminense era então outra, mais concentrada, menos ruidosa. O mundo ainda não nos falava todos os dias pelo telegrafo, nem a Europa nos mandava duas e três vezes por semana, as braçadas, os seus jornais. A chácara de 1853 não estava, como hoje, contigua a Rua do Ouvidor por muitas linhas de tramways, mas em arrabaldes verdadeiramente remotos, ligados ao centro por tardos ônibus e carruagens particulares ou publicas. Naturalmente a nossa principal rua (a Rua do Ouvidor) era muito menos percorrida. Poucos eram os teatros, casas fechadas, onde os espectadores iam tranquilamente assistir a drama e comedias, que perderam o viço com o tempo. A animação da cidade era menor e de diferente caráter”.
O sarampo, a varíola, a cólera –morbo, a peste bulbônica faziam de tempos em tempos investidas devastadoras contra a população. Além disso havia ainda doenças que grassavam de forma constante, como a tuberculose e outros. Tais eram as condições reinantes que a media geral devida eram das mais baixas e a mortalidade infantil excessivamente alta. Resistir a tantos perigos e chegar a velhice – então entendida a partir dos 50 anos - era por si só uma vitória. Só os fortes conseguiam esquivar-se as insidiosas armadilhas em que iam caindo os menos aptos a sobrevivência. E um daqueles foi o menino que nasceu no morro do Livramento a 21 de junho de 1839, quando o Período Regencial – intervalo de quase um decênio entre o Primeiro e o Segundo Reinado do Império fundado 17 anos antes – iniciava seu nono e ultimo ano de duração.
(R.Magalhães Júnior. Vida e obra de Machado de Assis, v.1: aprendizado. Rio de Janeiro: Record, 2008. P 11-13.)



Vista do Morro do Livramento



Para encerrar nosso tema, vamos fazer o resumo de um conto já trabalhado: "O homem que sabia javanês" de Lima Barreto.


Lembrando que o texto deve:
- Apresentar o ponto de vista do autor.
- Escreva com suas próprias palavras, sem copiar.



Finalizando: Realizar atividades adicionais, pagina 303, questões de 34 a 43.










quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

8º Ano - Canção, poema e texto explicativo

Composição.


Francisca Edwiges Gonzaga, ou simplesmente Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro em 1847 e aí faleceu em 1935.
Primeira compositora popular brasileira e primeira pianista de choro, compôs valsas, polcas, choros, lundus, etc.
É autora da primeira marcha carnavalesca, "Ô abre-alas", composta em 1899.
Segue link para ouvirem a famosa canção: https://www.youtube.com/watch?v=m_vaRKqCDYM




Vamos ler e ouvir mais uma de suas composições: Lua Branca.
Link da canção interpretada por Gastão Formenti: https://www.youtube.com/watch?v=hynermcn5cc


LUA BRANCA

Oh, lua branca de fulgores e de encanto
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
Vem tirar dos olhos meus o pranto
Ai, vem matar essa paixão que anda comigo

Ai! Por quem és, desce do céu, oh lua branca!
Essa amargura do meu peito, oh, vem, arranca
Dá-me o luar de tua compaixão
Oh! vem, por Deus, iluminar meu coração

E quantas vezes lá no céu me aparecias
A brilhar em noite calma e constelada
E em tua luz então me surpreendias
Ajoelhado junto aos pés da minha amada

E ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo
Ela partiu, me abandonou assim
Oh, lua branca, por quem és, tem dó de mim
                                                                        (Chiquinha Gonzaga)


Linda não é mesmo?!
Podemos observar como a lua está presente em diversas canções e poemas. 
Alguém se habilita a dizer o por que? 
Eu acredito que a lua sempre foi testemunha de muitos romances. Afinal a lua é a mesma. Para todos!
Não podemos negar que a relação do homem com a lua sempre esteve presente em qualquer tipo de arte.



Agora é sua vez de compor uma canção ou um poema.
Aproveita o tema e explore a lua. Ela deve ser a protagonista.
Seu poema deve ter oito versos divididos em dois quartetos.
Não se esqueça de rimar.

Em seguida vamos tentar fazer uma prosa explicando sua poesia?
Uma prosa é feita de parágrafos e não mais de versos como em um poema.

Mãos a obra!

9º Ano - Apólogo, Fábula e Resumo

O apólogo e a fábula são dois gêneros textuais muito parecidos, mas dessemelhantes na construção de seus personagens.
Vamos analisar as semelhanças e diferenças.

Apólogo: narrativa em prosa ou verso que encerra com uma lição moral, e em que figuram seres inanimados, imaginariamente dotados de palavra.

Fábula: curta narrativa, em prosa ou verso, com personagens animais que agem como seres humanos, e que ilustram um preceito moral. 

Vamos rever o poema de Machado de Assis "Circulo Vicioso" e dessa vez fazer uma prosa sobe ele. 
Vale lembrar que em uma prosa escrevemos em parágrafos e não em versos como em um poema. Vamos deixar as palavras mais simples mas sem mudar o sentido delas.





Resumo

Agora vamos estudar como fazer um resumo.
Pode parecer simples, mas alguns erros comuns podem afetar o resultado final do seu texto.

- É necessário fazer uma primeira leitura bem atenta do texto.
- Em uma segunda leitura, grife o mais importante.
- Verifique que o que você grifou é realmente importante.
- Deixe de lado detalhes pequenos que não alteram o texto.
- Resuma por parágrafos.
- Não copie nenhuma parte do texto. O resumo deve ser pessoal e ter linguagem própria.
- Deve haver coerência e sequencia lógica.
- Mantenha-se fiel as idéias originais.
- Não faça interpretações pessoais.

Agora que já sabemos resumir que tal começar resumindo um texto apresentado pela Universidade Federal do Paraná.

Palavras sem fronteiras

Muito se combate a penetração de palavras estrangeiras na nossa língua. Se até certo ponto esse combate se justifica, todo radicalismo, como exigir o banimento puro e simples de todo e qualquer termo estrangeiro do idioma, cheira a preconceito xenófobo, fanatismo cego e, mais ainda, ignorância da real dinâmica das línguas.
Antes de lançar ao fogo do inferno tudo o que vem de fora, é preciso tentar compreender sem paixões por que os estrangeirismos existem. Se olharmos atentamente para todas as línguas, veremos que nenhuma tem se mantido pura ao longo dos séculos: intercâmbios comerciais, contatos entre povos, viagens, grandes ondas migratórias, disseminação de fatos culturais, tudo isso tem feito com que as línguas compartilhem palavras e expressões. Até o islandês, que, para muitos, é a língua mais pura do mundo, sem nenhum termo de origem estrangeira, é na verdade um idioma altamente influenciado por línguas mais centrais e hegemônicas. O que ocorre é que o islandês traduz os vocábulos que lhe chegam de fora, usando material nativo. Mas, sendo a Islândia um país bem pouco industrializado e bastante periférico em termos culturais, é natural que seja muito mais um polo atrator do que disseminador de criações culturais – e de palavras. No islandês, os estrangeirismos estão apenas camuflados.
Aliás, a política oficial do país de traduzir todas as palavras estrangeiras beira o ridículo e a esquizofrenia eugenista. Afinal, em viagens pelo mundo, é reconfortante reconhecer vocábulos familiares como “telefone”, “hotel”, “restaurante”, táxi”, “hospital”, ainda que ligeiramente modificados pela fonética e ortografia do país que visitamos.
Portanto, quando se trata de discutir uma política de proteção do idioma contra uma suposta “invasão bárbara”, é preciso, em primeiro lugar, compreender que nenhuma língua natural passa incólume às influências de outras línguas, e que isso, na maioria das vezes, é benéfico tanto para quem exporta quanto para quem importa palavras. Toda língua se vê enriquecida com contribuições externas, que sempre trazem novas visões de mundo, por vezes simplificam a comunicação e, sobretudo, tiram o idioma de uma situação de “autismo” linguístico. Assim como viajar para o exterior é saudável e enriquecedor, acolher em nossa terra influências externas (na culinária, moda, música, tecnologia e, por que não, na língua) tem o mesmo efeito salutar.
Dando por assentada a questão de que o empréstimo de palavra estrangeira é um fenômeno legítimo da dinâmica das línguas e, acima de tudo, inevitável, cabe então distinguir quando um empréstimo é necessário ou não, quando é oportuno ou inoportuno. Afinal, uma coisa é a introdução em nossa sociedade de um novo conceito (por exemplo, uma nova tecnologia, um fato social inédito, uma nova moda) que, por ser originário de outro país, chegue até nós acompanhado do nome que tem na língua de origem. Outra coisa é dar nomes estrangeiros a objetos que já têm nome em português, como chamar “entrega” de delivery ou “salão de beleza” de esthetic center.
Mas será que as lojas estampam sale em lugar de “liquidação” e off em vez de “desconto” por uma pressão da clientela, que só compra nessas lojas se a vitrine estiver em inglês? Ou será que foram os lojistas que inventaram essa moda besta de escrever tudo em inglês? Que me conste, o freguês deseja produtos bons e baratos, pouco importa se eles estejam sendo vendidos com desconto ou off price.
Ou seja, essa história de saleoff e outras patacoadas do gênero parece ser invenção de comerciantes desinformados, que acreditam aumentar os lucros com tais macaquices. O máximo que a maioria dos clientes faz em relação a isso é não fazer nada (ninguém vai deixar de comprar numa loja só porque o letreiro está em inglês). E aí todos nós ficamos com a pecha de bregas, macacos, subservientes ao capitalismo global e toda aquela lengalenga pra lá de conhecida. Mas insisto no ponto de que essa tendência a idolatrar as palavras estrangeiras e usá-las maciçamente para vender surge da indústria e do comércio, não de uma reivindicação dos próprios consumidores. O marketing, braço armado do capitalismo e de sua ética do vale-tudo em busca do lucro, é quem cria nas pessoas o desejo por coisas de que elas efetivamente não precisam.