Vivemos em uma época de intensa comunicação entre pessoas nas redes sociais.
Mas e as formas tradicionais de comunicação? Cartas... cartão-postal...
Devemos lembrar da importância e, de certa forma, do romantismo das cartas. Elas são uma maneira pessoal e carinhosa de se comunicar.
Houve uma época em que a única maneira de se comunicar era por cartas. Vale lembrar que muitas delas contavam histórias tão interessantes que geraram livros.
Isso sem dizer da ansiedade que era esperar a chegada de uma carta. O suspense ao abrirmos um envelope e ver o cuidado, carinho e atenção do outro conosco.
Uma carta também permite ilustrações e desenhos o que pode tornar o processo mais enriquecedor e pessoal.
Que tal fazer uma carta para um amigo?
Não se esqueça de colocar em um envelope e preencher frente e verso.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
8ºA - Poesia
Nossos alunos do 8ºA também capricharam nas poesias.
Lua
Em uma escura noite
Uma noite de luar
A neblina no chão
Começa a se espalhar
E eu estou aqui
Em um morro à observar
Uma lua cheia
Sobre o cintilante mar
A lua é emoção
Toca meu coração
A lua é amor
Mesmo com só uma cor
E da lua
Paro de falar aqui
Mas meu amor pela lua
É um amor que não tem fim.
Ian
Lua
Em uma escura noite
Uma noite de luar
A neblina no chão
Começa a se espalhar
E eu estou aqui
Em um morro à observar
Uma lua cheia
Sobre o cintilante mar
A lua é emoção
Toca meu coração
A lua é amor
Mesmo com só uma cor
E da lua
Paro de falar aqui
Mas meu amor pela lua
É um amor que não tem fim.
Ian
Lua
A lua não é só uma fonte de inspiração
A luz dela sempre acende meu coração
E o sol então
Todas as vezes que o vejo
Sempre aquece meu coração
Bruno
Lua
Ela me faz acreditar
Que possa o mundo rodear
As vezes penso em desistir
Mas não dá, pois ela está ali
A lua me faz existir
Quando vejo ela partir
Não sei para onde ir
Ela me faz brilhar
Todos os dias sem parar
Ela me faz acreditar
Que um dia irei encontrar
Em que ela estará
Do meu lado a brilhar
Sei que posso encontrar
O mundo inteiro em um só lugar
Mas só estarei feliz
Quando ela estiver do meu lado à brilhar...
Ai sim irei me encantar!
Rafaela Cela
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
8ºB - Poesia
Nossos alunos do 8ºB fizeram lindas poesias cuja protagonista era a Lua.
Escolhi algumas para compartilhar com vocês.
Escolhi algumas para compartilhar com vocês.
LUA
Olhando para esse céu estrelado
Imaginei você ao meu lado
Com a lua nos observando
Solitária, chorando
Não existe ninguém para amá-la
Ninguém para abraça-la
Somente para entende-la
Que, sozinha no céu, será única e bela
Victória
Iluminação Lunar
Uma perfeição a iluminação lunar
Que quando vem a noite, vem nos iluminar
E quando sozinhos estamos,
Com ela vamos conversar.
Em uma noite tão bela
Eu abro a janela
E ela está ali como tradição
Iluminando meu coração.
Lucas Matos
O brilho da Lua
E lá estava eu, sentada na beiro do rio
Observando a lua e me lembrando daquele imenso vazio
A lua brilhava na intensidade de minhas lágrimas
E em minha cabeça, borbulhavam aquelas palavras sádicas.
Em uma noite tão fascinante
Como minha tristeza pode ser gritante?
O amor em mim já não mais existia
E agora só sobrou a lua e eu, vazia.
Bruna Pedrozo
A luz do luar
Quando te vi foi amor a primeira vista
Oh lua querida me embala nessa pista
Quando com alguém quero conversar
Abro a janela e lá está ela para me escutar
Quando olho pra o céu, vejo seu rosto na constelação
Quando olhei nos seus olhos era seu meu coração
Quando olho para cima vej este céu estrelado
Vejo esta linda lua e me sinto amado.
Aleson Filho
Lua
Ó lua ilumina a madrugada
Em uma bela noite estrelada
Não nos deixa na escuridão
Ó lua amada
O luar aparece
Quando logo escurece
Com tua beleza
Me traz clareza
Davi Pontes
Lua
Numa noite iluminada
A lua me contou
Que você me amava
E por mim se apaixonou
A noite passou
E o dia amanheceu
Comigo você sonhou
E um sorriso aconteceu
Milena Freitas
O gato Théo
Olha aquela lua
Que vejo lá da rua
Brilhando lá no céu
Para o meu gato Théo
Olha aquele gato
Olhando para lua
Imaginando aquela gata
Que ele viu na rua
Thainá Andrade
Parabéns a todos pelo esforço e pelas lindas palavras.
Que seja apenas o começo para inspirar vocês à escrever novas histórias.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
9º Ano - Resumo
Voltamos a falar sobre Resumo.
Existem inúmeros textos que podem acrescentar valores em nossas vidas.Vamos ler e resumir mais um.
O menino do morro do Livramento
No ano de 1839, a cidade do Rio de Janeiro, atrasada e insalubre, tinha uma população de cerca de 300 mil pessoas, grande parte das quais escravos, constantemente aumentadas pelo tráfico clandestino, proibido e reprimido apenas “para inglês ver”, como se dizia na época. As belezas naturais que a cidade ostentava não dissimulavam suas deficiências, entre as quais sobressaiam a falta de higiene e a precariedade dos transportes. Aguas servidas eram atiradas em plena rua, escorrendo ao pé das calçadas para valas a céu aberto. Em toda a parte central da cidade havia apenas quatro canais de esgotos, dois levando diretamente ao mar e dois aos mangues. Não havia sequer fossas sanitárias no centro urbano e grande parte dos despejos domiciliares era recolhida em cubas de madeira, levadas em carroças para as praias, ou mesmo a cabeça, por escravos. Eram estes os chamados “tigres”, de que todos fugiam, apavorados, não só por causa do cheiro nauseante como pelo temor de um acidente, um tropeço ou esbarrão, o que não raro salpicava de fezes as ruas e os próprios transeuntes.
Os ricos ou abastados tinham a seu serviço números escravos, a quem eram reservadas as mais duras e repugnantes corveias. E não eram poucos os que os alugavam a terceiros, parasitando o trabalho dos pobres negros e negras, que, além de ganharem o seu próprio sustento, tinham ainda de ganhar o de seus ociosos donos, regalados em imerecido conforto. A iluminação da cidade era ainda muito precária, só de longe em longe bruxuleando nas ruas e praças a luz embaçada dos lampiões a azeite. Eram difíceis as comunicações, assegurados apenas por gôndolas ou ônibus, de tração animal, e por barcas que saiam da Prainha (atual praça Mauá) para São Cristóvão e para o Caju. Era esse o sistema de transporte de Machado de Assis conheceu na infância, como ele mesmo lembraria numa crônica, na ultima década dos séculos XIX: “Tínhamos diligências e ônibus; mas eram poucos os lugares, creio que oito ou dez, e poucas viagens. Um dos lugares era eliminado para o publico. La nele o “recebedor”, um homem encarregado de receber o preço das passagens e abrir a portinhola para dar entrada ou saída aos passageiros. Um cordel, vindo pelo tejadilho, punha em comunicação o cocheiro e o recebedor; esta puxava, aquele parava ou andava. Mais tarde, o cocheiro acumulou os dois ofícios. Os veículos eram fechados, como os primeiros bondes, antes que toda a gente preferisse os dos fumantes, e inteiramente os desterrasse. – Já passou a diligencia? Lá vem o ônibus! Tais eram os dizeres de outro tempo”. E isso se prolongaria por quase trinta anos, ate serem inaugurados os primeiros bondes de tração animal. Noutro escrito, lembraria o que era a cidade, quando ele tinha 14 anos: “A vida fluminense era então outra, mais concentrada, menos ruidosa. O mundo ainda não nos falava todos os dias pelo telegrafo, nem a Europa nos mandava duas e três vezes por semana, as braçadas, os seus jornais. A chácara de 1853 não estava, como hoje, contigua a Rua do Ouvidor por muitas linhas de tramways, mas em arrabaldes verdadeiramente remotos, ligados ao centro por tardos ônibus e carruagens particulares ou publicas. Naturalmente a nossa principal rua (a Rua do Ouvidor) era muito menos percorrida. Poucos eram os teatros, casas fechadas, onde os espectadores iam tranquilamente assistir a drama e comedias, que perderam o viço com o tempo. A animação da cidade era menor e de diferente caráter”.
O sarampo, a varíola, a cólera –morbo, a peste bulbônica faziam de tempos em tempos investidas devastadoras contra a população. Além disso havia ainda doenças que grassavam de forma constante, como a tuberculose e outros. Tais eram as condições reinantes que a media geral devida eram das mais baixas e a mortalidade infantil excessivamente alta. Resistir a tantos perigos e chegar a velhice – então entendida a partir dos 50 anos - era por si só uma vitória. Só os fortes conseguiam esquivar-se as insidiosas armadilhas em que iam caindo os menos aptos a sobrevivência. E um daqueles foi o menino que nasceu no morro do Livramento a 21 de junho de 1839, quando o Período Regencial – intervalo de quase um decênio entre o Primeiro e o Segundo Reinado do Império fundado 17 anos antes – iniciava seu nono e ultimo ano de duração.
(R.Magalhães Júnior. Vida e obra de Machado de Assis, v.1: aprendizado. Rio de Janeiro: Record, 2008. P 11-13.)
Vista do Morro do Livramento
Para encerrar nosso tema, vamos fazer o resumo de um conto já trabalhado: "O homem que sabia javanês" de Lima Barreto.
Lembrando que o texto deve:
- Apresentar o ponto de vista do autor.
- Escreva com suas próprias palavras, sem copiar.
Finalizando: Realizar atividades adicionais, pagina 303, questões de 34 a 43.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
8º Ano - Canção, poema e texto explicativo
Composição.
Vamos ler e ouvir mais uma de suas composições: Lua Branca.
Link da canção interpretada por Gastão Formenti: https://www.youtube.com/watch?v=hynermcn5cc
Oh, lua branca de fulgores e de encanto
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
Vem tirar dos olhos meus o pranto
Ai, vem matar essa paixão que anda comigo
Ai! Por quem és, desce do céu, oh lua branca!
Essa amargura do meu peito, oh, vem, arranca
Dá-me o luar de tua compaixão
Oh! vem, por Deus, iluminar meu coração
E quantas vezes lá no céu me aparecias
A brilhar em noite calma e constelada
E em tua luz então me surpreendias
Ajoelhado junto aos pés da minha amada
E ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo
Ela partiu, me abandonou assim
Oh, lua branca, por quem és, tem dó de mim
Francisca Edwiges Gonzaga, ou simplesmente Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro em 1847 e aí faleceu em 1935.
Primeira compositora popular brasileira e primeira pianista de choro, compôs valsas, polcas, choros, lundus, etc.
É autora da primeira marcha carnavalesca, "Ô abre-alas", composta em 1899.
Segue link para ouvirem a famosa canção: https://www.youtube.com/watch?v=m_vaRKqCDYM
Vamos ler e ouvir mais uma de suas composições: Lua Branca.
Link da canção interpretada por Gastão Formenti: https://www.youtube.com/watch?v=hynermcn5cc
LUA BRANCA
Oh, lua branca de fulgores e de encanto
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
Vem tirar dos olhos meus o pranto
Ai, vem matar essa paixão que anda comigo
Ai! Por quem és, desce do céu, oh lua branca!
Essa amargura do meu peito, oh, vem, arranca
Dá-me o luar de tua compaixão
Oh! vem, por Deus, iluminar meu coração
E quantas vezes lá no céu me aparecias
A brilhar em noite calma e constelada
E em tua luz então me surpreendias
Ajoelhado junto aos pés da minha amada
E ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo
Ela partiu, me abandonou assim
Oh, lua branca, por quem és, tem dó de mim
(Chiquinha Gonzaga)
Linda não é mesmo?!
Podemos observar como a lua está presente em diversas canções e poemas.
Alguém se habilita a dizer o por que?
Eu acredito que a lua sempre foi testemunha de muitos romances. Afinal a lua é a mesma. Para todos!
Não podemos negar que a relação do homem com a lua sempre esteve presente em qualquer tipo de arte.
Agora é sua vez de compor uma canção ou um poema.
Aproveita o tema e explore a lua. Ela deve ser a protagonista.
Seu poema deve ter oito versos divididos em dois quartetos.
Não se esqueça de rimar.
Em seguida vamos tentar fazer uma prosa explicando sua poesia?
Uma prosa é feita de parágrafos e não mais de versos como em um poema.
Mãos a obra!
Não podemos negar que a relação do homem com a lua sempre esteve presente em qualquer tipo de arte.
Agora é sua vez de compor uma canção ou um poema.
Aproveita o tema e explore a lua. Ela deve ser a protagonista.
Seu poema deve ter oito versos divididos em dois quartetos.
Não se esqueça de rimar.
Em seguida vamos tentar fazer uma prosa explicando sua poesia?
Uma prosa é feita de parágrafos e não mais de versos como em um poema.
Mãos a obra!
9º Ano - Apólogo, Fábula e Resumo
O apólogo e a fábula são dois gêneros textuais muito parecidos, mas dessemelhantes na construção de seus personagens.
Vamos analisar as semelhanças e diferenças.
Apólogo: narrativa em prosa ou verso que encerra com uma lição moral, e em que figuram seres inanimados, imaginariamente dotados de palavra.
Fábula: curta narrativa, em prosa ou verso, com personagens animais que agem como seres humanos, e que ilustram um preceito moral.
Vamos rever o poema de Machado de Assis "Circulo Vicioso" e dessa vez fazer uma prosa sobe ele.
Vale lembrar que em uma prosa escrevemos em parágrafos e não em versos como em um poema. Vamos deixar as palavras mais simples mas sem mudar o sentido delas.
Resumo
Agora vamos estudar como fazer um resumo.
Pode parecer simples, mas alguns erros comuns podem afetar o resultado final do seu texto.
- É necessário fazer uma primeira leitura bem atenta do texto.
- Em uma segunda leitura, grife o mais importante.
- Verifique que o que você grifou é realmente importante.
- Deixe de lado detalhes pequenos que não alteram o texto.
- Resuma por parágrafos.
- Não copie nenhuma parte do texto. O resumo deve ser pessoal e ter linguagem própria.
- Deve haver coerência e sequencia lógica.
- Mantenha-se fiel as idéias originais.
- Não faça interpretações pessoais.
Agora que já sabemos resumir que tal começar resumindo um texto apresentado pela Universidade Federal do Paraná.
Palavras sem fronteiras
Muito se combate a
penetração de palavras estrangeiras na nossa língua. Se até certo ponto esse
combate se justifica, todo radicalismo, como exigir o banimento puro e simples
de todo e qualquer termo estrangeiro do idioma, cheira a preconceito xenófobo,
fanatismo cego e, mais ainda, ignorância da real dinâmica das línguas.
Antes de lançar ao
fogo do inferno tudo o que vem de fora, é preciso tentar compreender sem
paixões por que os estrangeirismos existem. Se olharmos atentamente para todas
as línguas, veremos que nenhuma tem se mantido pura ao longo dos séculos:
intercâmbios comerciais, contatos entre povos, viagens, grandes ondas
migratórias, disseminação de fatos culturais, tudo isso tem feito com que as
línguas compartilhem palavras e expressões. Até o islandês, que, para muitos, é
a língua mais pura do mundo, sem nenhum termo de origem estrangeira, é na
verdade um idioma altamente influenciado por línguas mais centrais e
hegemônicas. O que ocorre é que o islandês traduz os vocábulos que lhe chegam
de fora, usando material nativo. Mas, sendo a Islândia um país bem pouco industrializado
e bastante periférico em termos culturais, é natural que seja muito mais um
polo atrator do que disseminador de criações culturais – e de palavras. No
islandês, os estrangeirismos estão apenas camuflados.
Aliás, a política
oficial do país de traduzir todas as palavras estrangeiras beira o ridículo e a
esquizofrenia eugenista. Afinal, em viagens pelo mundo, é reconfortante
reconhecer vocábulos familiares como “telefone”, “hotel”, “restaurante”, táxi”,
“hospital”, ainda que ligeiramente modificados pela fonética e ortografia do
país que visitamos.
Portanto, quando se
trata de discutir uma política de proteção do idioma contra uma suposta
“invasão bárbara”, é preciso, em primeiro lugar, compreender que nenhuma língua
natural passa incólume às influências de outras línguas, e que isso, na maioria
das vezes, é benéfico tanto para quem exporta quanto para quem importa
palavras. Toda língua se vê enriquecida com contribuições externas, que sempre
trazem novas visões de mundo, por vezes simplificam a comunicação e, sobretudo,
tiram o idioma de uma situação de “autismo” linguístico. Assim como viajar para
o exterior é saudável e enriquecedor, acolher em nossa terra influências
externas (na culinária, moda, música, tecnologia e, por que não, na língua) tem
o mesmo efeito salutar.
Dando por assentada a
questão de que o empréstimo de palavra estrangeira é um fenômeno legítimo da
dinâmica das línguas e, acima de tudo, inevitável, cabe então distinguir quando
um empréstimo é necessário ou não, quando é oportuno ou inoportuno. Afinal, uma
coisa é a introdução em nossa sociedade de um novo conceito (por exemplo, uma
nova tecnologia, um fato social inédito, uma nova moda) que, por ser originário
de outro país, chegue até nós acompanhado do nome que tem na língua de origem. Outra
coisa é dar nomes estrangeiros a objetos que já têm nome em português, como
chamar “entrega” de delivery ou “salão de beleza” de esthetic
center.
Mas será que as lojas
estampam sale em lugar de “liquidação” e off em
vez de “desconto” por uma pressão da clientela, que só compra nessas lojas se a
vitrine estiver em inglês? Ou será que foram os lojistas que inventaram essa
moda besta de escrever tudo em inglês? Que me conste, o freguês deseja produtos
bons e baratos, pouco importa se eles estejam sendo vendidos com desconto ou off
price.
Ou seja, essa
história de sale, off e outras patacoadas do
gênero parece ser invenção de comerciantes desinformados, que acreditam
aumentar os lucros com tais macaquices. O máximo que a maioria dos clientes faz
em relação a isso é não fazer nada (ninguém vai deixar de comprar numa loja só
porque o letreiro está em inglês). E aí todos nós ficamos com a pecha de
bregas, macacos, subservientes ao capitalismo global e toda aquela lengalenga
pra lá de conhecida. Mas insisto no ponto de que essa tendência a idolatrar as
palavras estrangeiras e usá-las maciçamente para vender surge da indústria e do
comércio, não de uma reivindicação dos próprios consumidores. O marketing,
braço armado do capitalismo e de sua ética do vale-tudo em busca do lucro, é
quem cria nas pessoas o desejo por coisas de que elas efetivamente não
precisam.
8º Ano - Sinopse
O assunto hoje é Sinopse.
Com certeza você já leu alguma sinopse de um filme ou de um livro.
Até hoje ainda é comum que os jornais apresentem aos seus leitores os filmes que estão em cartaz nos cinemas ou serão apresentados na TV.
Segue um exemplo de um filme clássico de Ficção Científica.
Fahrenheit 451
22h na Cultura.
(Fahrenheit 451). Inglaterra, 1966. Direção de François Truffaut, com Oskar Werner, Julie Christie, Cyril Cusack, Anton Driffing.
Truffaut vinha numa vertente bastante autoral como um dos grandes do recente - na época - movimento de renovação do cinema francês, a nouvelle vague. Mas depois de Os Incompreendidos, Atirem no Pianista, O Amor aos Vinte Anos (um episódio), Jules e Jim e Um Só Pecado, ele mudou o tom e fez essa ficção científica adaptada de Ray Bradbury. Numa sociedade futura, a função dos bombeiros é atear fogo aos livros. Montag, o protagonista - Oskar Werner, o Jules, é quem faz o papel -, vive dividido entre duas mulheres, ambas interpretadas por Julie Christie. Uma delas vai desenvolver nele o amor pela literatura. A trilha de Bernard Herrmann ressalta o aspecto 'hitchcockiano' da narração, mas o filme é gélido, o que não impediu que virasse cult. Reprise, colorido, 112 min.
Agora vamos refletir sobre as informações contidas em uma Sinopse.
Ela deve apresentar:
- Título do filme
- Título original
- Local e ano de produção
- Direção
- Principais atores
- Roteiro adaptado da obra
- Indicação bem sumária do enredo do filme
A Sinopse também pode trazer informações adicionais que não são estritamente necessárias.
A rigor, ela não precisa expressar juízos de valor de quem escreve. Mas o jornalista ou o crítico pode dar sua opinião pessoal.
Aproveite para ver um filme de sua escolha e faça uma sinopse dele.
Não esqueça de colocar todas as informações necessárias.
_____________________________________________________
Voltando a falar sobre ficção científica vamos analisar um poema de um dos maiores poetas do nosso país: Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).
Science fiction
O marciano encontrou-me na rua
e teve medo de minha impossibilidade humana.
Como pode existir, pensou consigo, um ser
que no existir põe tamanha anulação de existência?
Afastou-se o marciano, e persegui-o.
Precisava dele como de um testemunho.
Mas, recusando o colóquio, desintegrou-se
no ar constelado de problemas.
E fiquei só em mim, de mim ausente.
(Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião. São Paulo: José Olympio, 1983.)
O poema narra uma cena comum na ficção científica: o encontro de um ser humano com um marciano. Entretanto o homem que causa estranhesa ao marciano. Normalmente é o contrário.
Podemos notar que o poema é uma narração com ênfase na temática existencial.
Ele mostra o drama do eu lírico que é incapaz de viver a vida plenamente.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
9º Ano - Paráfrase
Alguém já ouviu falar em Paráfrase?
O nome soa complicado, mas na realidade é algo simples.
Paráfrase: Interpretação ou explicação de um texto. Torná-lo mais compreensível.
Fácil, não é mesmo?
Veja dicas de como fazer uma paráfrase:
1- Fazer uma primeira leitura para tomar contato com o texto.
2- Fazer uma segunda leitura para compreender o texto.
3- Grifar as principais idéias e reescrever com suas palavras.
4- Objetivo: Deixar o texto mais claro.
5- O texto deve manter a mesma sequência.
ATENÇÃO: Não copie o texto! Reescreva-o de maneira personalizada.
Segue trecho da Carta de Achamento de Pero Vaz de Caminha, em que se comunica com D.Manuel, rei de Portugal, o descobrimento do Brasil.
E assim
seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até que, terça-feira das
Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, topamos alguns sinais de terra
(...). Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! A saber, primeiramente
de um grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul
dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao monte alto o capitão pôs nome
de o Monte Pascoal e à Terra de
Vera Cruz. (...)
Ali
ficamo-nos toda aquela noite. E quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e
seguimos em direitos à terra, indo os navios pequenos diante (...) até meia légua
da terra, onde todos lançamos âncoras, em frente à boca de um rio. E chegaríamos
a esta ancoragem às dez horas pouco mais ou menos.
Dali
avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram
os navios pequenos que chegarem primeiro.
Então lançamos fora os batéis e esquifes, e vieram logo
todos os capitães das naus a esta nau do Capitão-mor, onde falaram entre si.
Então lançamos fora os batéis e esquifes. E logo vieram todos os
capitães das naus a esta nau do Capitão–mor. E ali falaram. E o Capitão mandou
em terra a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele começou a ir-se
para lá, acudiram pela praia homens aos dois e aos três, de maneira que, quando
o batel chegou à boca do rio, já lá estavam dezoito
ou vinte.
Pardos, nus, sem coisa
alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos, e suas setas.
Vinham todos rijamente em direção ao batel. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que
pousassem os arcos. E eles os depuseram.
Que tal fazer a Paráfrase dessa carta? Vamos tentar!
Agora vamos ler, interpretar e fazer a paráfrase do poema Circulo Vicioso de Machado de Assis.
Círculo vicioso - Machado de Assis
Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
"Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
"Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela"
Mas a lua, fitando o sol com azedume:
"Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume"!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
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