O apólogo e a fábula são dois gêneros textuais muito parecidos, mas dessemelhantes na construção de seus personagens.
Vamos analisar as semelhanças e diferenças.
Apólogo: narrativa em prosa ou verso que encerra com uma lição moral, e em que figuram seres inanimados, imaginariamente dotados de palavra.
Fábula: curta narrativa, em prosa ou verso, com personagens animais que agem como seres humanos, e que ilustram um preceito moral.
Vamos rever o poema de Machado de Assis "Circulo Vicioso" e dessa vez fazer uma prosa sobe ele.
Vale lembrar que em uma prosa escrevemos em parágrafos e não em versos como em um poema. Vamos deixar as palavras mais simples mas sem mudar o sentido delas.
Resumo
Agora vamos estudar como fazer um resumo.
Pode parecer simples, mas alguns erros comuns podem afetar o resultado final do seu texto.
- É necessário fazer uma primeira leitura bem atenta do texto.
- Em uma segunda leitura, grife o mais importante.
- Verifique que o que você grifou é realmente importante.
- Deixe de lado detalhes pequenos que não alteram o texto.
- Resuma por parágrafos.
- Não copie nenhuma parte do texto. O resumo deve ser pessoal e ter linguagem própria.
- Deve haver coerência e sequencia lógica.
- Mantenha-se fiel as idéias originais.
- Não faça interpretações pessoais.
Agora que já sabemos resumir que tal começar resumindo um texto apresentado pela Universidade Federal do Paraná.
Palavras sem fronteiras
Muito se combate a
penetração de palavras estrangeiras na nossa língua. Se até certo ponto esse
combate se justifica, todo radicalismo, como exigir o banimento puro e simples
de todo e qualquer termo estrangeiro do idioma, cheira a preconceito xenófobo,
fanatismo cego e, mais ainda, ignorância da real dinâmica das línguas.
Antes de lançar ao
fogo do inferno tudo o que vem de fora, é preciso tentar compreender sem
paixões por que os estrangeirismos existem. Se olharmos atentamente para todas
as línguas, veremos que nenhuma tem se mantido pura ao longo dos séculos:
intercâmbios comerciais, contatos entre povos, viagens, grandes ondas
migratórias, disseminação de fatos culturais, tudo isso tem feito com que as
línguas compartilhem palavras e expressões. Até o islandês, que, para muitos, é
a língua mais pura do mundo, sem nenhum termo de origem estrangeira, é na
verdade um idioma altamente influenciado por línguas mais centrais e
hegemônicas. O que ocorre é que o islandês traduz os vocábulos que lhe chegam
de fora, usando material nativo. Mas, sendo a Islândia um país bem pouco industrializado
e bastante periférico em termos culturais, é natural que seja muito mais um
polo atrator do que disseminador de criações culturais – e de palavras. No
islandês, os estrangeirismos estão apenas camuflados.
Aliás, a política
oficial do país de traduzir todas as palavras estrangeiras beira o ridículo e a
esquizofrenia eugenista. Afinal, em viagens pelo mundo, é reconfortante
reconhecer vocábulos familiares como “telefone”, “hotel”, “restaurante”, táxi”,
“hospital”, ainda que ligeiramente modificados pela fonética e ortografia do
país que visitamos.
Portanto, quando se
trata de discutir uma política de proteção do idioma contra uma suposta
“invasão bárbara”, é preciso, em primeiro lugar, compreender que nenhuma língua
natural passa incólume às influências de outras línguas, e que isso, na maioria
das vezes, é benéfico tanto para quem exporta quanto para quem importa
palavras. Toda língua se vê enriquecida com contribuições externas, que sempre
trazem novas visões de mundo, por vezes simplificam a comunicação e, sobretudo,
tiram o idioma de uma situação de “autismo” linguístico. Assim como viajar para
o exterior é saudável e enriquecedor, acolher em nossa terra influências
externas (na culinária, moda, música, tecnologia e, por que não, na língua) tem
o mesmo efeito salutar.
Dando por assentada a
questão de que o empréstimo de palavra estrangeira é um fenômeno legítimo da
dinâmica das línguas e, acima de tudo, inevitável, cabe então distinguir quando
um empréstimo é necessário ou não, quando é oportuno ou inoportuno. Afinal, uma
coisa é a introdução em nossa sociedade de um novo conceito (por exemplo, uma
nova tecnologia, um fato social inédito, uma nova moda) que, por ser originário
de outro país, chegue até nós acompanhado do nome que tem na língua de origem. Outra
coisa é dar nomes estrangeiros a objetos que já têm nome em português, como
chamar “entrega” de delivery ou “salão de beleza” de esthetic
center.
Mas será que as lojas
estampam sale em lugar de “liquidação” e off em
vez de “desconto” por uma pressão da clientela, que só compra nessas lojas se a
vitrine estiver em inglês? Ou será que foram os lojistas que inventaram essa
moda besta de escrever tudo em inglês? Que me conste, o freguês deseja produtos
bons e baratos, pouco importa se eles estejam sendo vendidos com desconto ou off
price.
Ou seja, essa
história de sale, off e outras patacoadas do
gênero parece ser invenção de comerciantes desinformados, que acreditam
aumentar os lucros com tais macaquices. O máximo que a maioria dos clientes faz
em relação a isso é não fazer nada (ninguém vai deixar de comprar numa loja só
porque o letreiro está em inglês). E aí todos nós ficamos com a pecha de
bregas, macacos, subservientes ao capitalismo global e toda aquela lengalenga
pra lá de conhecida. Mas insisto no ponto de que essa tendência a idolatrar as
palavras estrangeiras e usá-las maciçamente para vender surge da indústria e do
comércio, não de uma reivindicação dos próprios consumidores. O marketing,
braço armado do capitalismo e de sua ética do vale-tudo em busca do lucro, é
quem cria nas pessoas o desejo por coisas de que elas efetivamente não
precisam.

Nenhum comentário:
Postar um comentário