O assunto hoje é Sinopse.
Com certeza você já leu alguma sinopse de um filme ou de um livro.
Até hoje ainda é comum que os jornais apresentem aos seus leitores os filmes que estão em cartaz nos cinemas ou serão apresentados na TV.
Segue um exemplo de um filme clássico de Ficção Científica.
Fahrenheit 451
22h na Cultura.
(Fahrenheit 451). Inglaterra, 1966. Direção de François Truffaut, com Oskar Werner, Julie Christie, Cyril Cusack, Anton Driffing.
Truffaut vinha numa vertente bastante autoral como um dos grandes do recente - na época - movimento de renovação do cinema francês, a nouvelle vague. Mas depois de Os Incompreendidos, Atirem no Pianista, O Amor aos Vinte Anos (um episódio), Jules e Jim e Um Só Pecado, ele mudou o tom e fez essa ficção científica adaptada de Ray Bradbury. Numa sociedade futura, a função dos bombeiros é atear fogo aos livros. Montag, o protagonista - Oskar Werner, o Jules, é quem faz o papel -, vive dividido entre duas mulheres, ambas interpretadas por Julie Christie. Uma delas vai desenvolver nele o amor pela literatura. A trilha de Bernard Herrmann ressalta o aspecto 'hitchcockiano' da narração, mas o filme é gélido, o que não impediu que virasse cult. Reprise, colorido, 112 min.
Agora vamos refletir sobre as informações contidas em uma Sinopse.
Ela deve apresentar:
- Título do filme
- Título original
- Local e ano de produção
- Direção
- Principais atores
- Roteiro adaptado da obra
- Indicação bem sumária do enredo do filme
A Sinopse também pode trazer informações adicionais que não são estritamente necessárias.
A rigor, ela não precisa expressar juízos de valor de quem escreve. Mas o jornalista ou o crítico pode dar sua opinião pessoal.
Aproveite para ver um filme de sua escolha e faça uma sinopse dele.
Não esqueça de colocar todas as informações necessárias.
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Voltando a falar sobre ficção científica vamos analisar um poema de um dos maiores poetas do nosso país: Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).
Science fiction
O marciano encontrou-me na rua
e teve medo de minha impossibilidade humana.
Como pode existir, pensou consigo, um ser
que no existir põe tamanha anulação de existência?
Afastou-se o marciano, e persegui-o.
Precisava dele como de um testemunho.
Mas, recusando o colóquio, desintegrou-se
no ar constelado de problemas.
E fiquei só em mim, de mim ausente.
(Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião. São Paulo: José Olympio, 1983.)
O poema narra uma cena comum na ficção científica: o encontro de um ser humano com um marciano. Entretanto o homem que causa estranhesa ao marciano. Normalmente é o contrário.
Podemos notar que o poema é uma narração com ênfase na temática existencial.
Ele mostra o drama do eu lírico que é incapaz de viver a vida plenamente.

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